Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem
de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com
repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu
a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não
é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com
a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa
será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma
relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física
e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra
Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira
Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é
normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros
sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja
assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.
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